Por que a Igreja perdura: a promessa de Cristo à sua Igreja
- Tiago Albuquerque
- 1 de jun.
- 3 min de leitura
Em Mateus 16:18, Jesus faz uma promessa decisiva: “...as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Ele declara que edificará a sua Igreja — e ninguém poderá detê-la. Essa promessa se apoia em sua vitória sobre a morte e garante que a Igreja é uma obra invencível, conduzida por Ele mesmo.
Jesus é o fundador, o arquiteto e o construtor da Igreja. A palavra usada para “edificar” transmite a ideia de levantar algo sólido e duradouro. Ele não apenas iniciou essa obra, mas a sustenta e a concluirá. Embora envolva a ação de pessoas, sua construção é, em essência, divina e segura.
Ao dizer “minha Igreja”, Cristo também afirma que ela lhe pertence. Não é dos homens, das tradições ou das instituições. A Igreja é sua posse, seu corpo, sua noiva. Por isso, sua direção e propósito devem ser determinados por Ele, e não por pressões humanas ou culturais.
O tempo verbal futuro — “edificarei” — indica que esse processo está em curso. A obra começou com os apóstolos e continua até hoje, por meio do evangelho, do discipulado, do sofrimento e da ação do Espírito Santo. Cristo está ativo, operando continuamente, mesmo quando não o vemos.
Por fim, a promessa de que “as portas do inferno não prevalecerão” mostra que a Igreja é inabalável. O inferno não está no ataque, mas na defensiva: é a Igreja que avança. Nem a morte, nem perseguições, nem crises podem destruí-la. Ela pode sofrer pressões, mas jamais será derrotada.
A edificação da Igreja de Jesus não será interrompida e nunca enfrentará retrocesso”
E daí?
A edificação da Igreja de Jesus não será interrompida e nunca enfrentará retrocesso, mesmo que censos, estatísticas e os olhos humanos sugiram o contrário. Todos os discípulos de Jesus devem se beneficiar dessa promessa. As pequenas comunidades de fiéis espalhadas por lugares sem nome, longe dos grandes centros urbanos e sem as facilidades da web, podem contar com a enxada, a chibanca e o prumo de Jesus para edificar sua Igreja. Lugares que um dia foram palcos de avivamento, mas hoje vivem em sequidão espiritual, devem lembrar que o Mestre trabalha em várias frentes, mas não segundo a nossa linha do tempo — Jesus não parou para o almoço; Ele está edificando a sua Igreja.
Pastores — eu, pastor com eles — podem receber grande alento quando seus esforços não resultam em frutos visíveis de graça, quando o sofrimento próprio do ministério lhes drena a energia e eles não conseguem fazer o que deveriam ou servir como gostariam. Quando a solidão deixa de ser um ídolo que mente sobre sua força e independência, e aparece como uma lembrança de que eles realmente estão sozinhos — Jesus não está indisponível, Ele está edificando a sua Igreja.
Quando os fiéis não veem suas orações respondidas no seu tempo ou do seu modo; ou se veem perdendo a luta milenar contra a fofoca e a parcialidade dentro da família da fé; quando percebem que sabem muito mais do que vivem, e vivem de modo diferente do que sabem; quando lutam contra o mesmo pecado por anos e notam que ainda não são o que deveriam ser — Jesus não está cansado — Ele está edificando a sua Igreja.
Em tempos pós-COVID, deveríamos lembrar que a Igreja não deveria viver acanhada com medo da morte. Na verdade, é exatamente o oposto: era o inferno que deveria temer a Igreja. Nessa confiança, avançamos — Jesus está edificando a sua Igreja.
Tiago Albuquerque
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